SEÇÃO EX-ALUNO:
Leandro Sales Esteves

Nesta seção, o Vox conversa com ex-alunos do Cursinho da Poli para saber que caminhos tomaram depois de entrar na universidade

Leandro Sales Esteves foi aluno do Cursinho da Poli em 2000 e ingressou na Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) para cursar Geografia no campus da cidade de Rio Claro. Hoje, é professor da rede pública e particular – uma escolha que fez por valorizar a cultura e pela vontade de transformação social: “Isso tem tudo a ver comigo.” Leandro – que na foto aparece com o filho de três anos – aproveita agora sua experiência para dar um importante recado aos novos vestibulandos: “Entendo que a primeira conquista na luta para passar no vestibular é acreditar que é possível.”


Como foi a sensação de passar numa universidade pública?
A universidade pública foi importante, primeiro, por ser resultado de muito estudo e, segundo, pela vivência que me proporcionou. Foram quatro anos em que toda a minha vida girava em torna da universidade. Estudos, amigos, trabalho, festas...

E como foi toda essa experiência numa universidade em outra cidade, longe da capital paulista?
Inicialmente, foi um choque viver longe da rotina paulistana a que estava acostumado, mas foi ótimo no sentido de expandir os horizontes, conhecer e conviver com pessoas muito diferentes, fazer grandes amizades, morar em república e aprender com a vida. É uma experiência além da faculdade.

Por que escolheu ser professor? Qual é o grande desafio e qual é a satisfação?
Tive sorte de sempre ter grandes professores e professoras. Aprendi a valorizar muito a cultura de forma geral, a leitura, a música, o cinema etc. Há também o lado da consciência política: ser professor é sempre ter uma postura a favor da promoção da cultura; é sempre um trabalho com forte função social. E isso tem tudo a ver comigo.

E o que o levou a fazer um cursinho pré-vestibular e por que escolheu o CP?
Não conhecia o Cursinho naquela época, mas fui influenciado por amigos que já estavam engajados em estudar para o vestibular, mas precisavam de algo acessível. Inicialmente, acabei seguindo o fluxo, mas, já nas primeiras aulas, percebi que era exatamente aquilo que eu queria e precisava. 

Os ex-alunos do CP costumam dizer que aprenderam muito mais do que o conteúdo necessário para os vestibulares. Foi assim com você também? De que forma o CP foi importante para você? 
Me lembro bem que, naquela época, eu vivia uma fase difícil, pois meu irmão mais velho havia falecido e estava difícil superar esse fato. Mas, depois que fui fazer o Cursinho, fiquei mais próximo de alguns amigos que até hoje são pessoas importantes na minha vida. O CP também passou para mim a ideia de que era possível conquistar uma vaga nas universidades públicas. Tive ótimas aulas, que me incentivaram a estudar mais, reforçaram minha vontade de dar aula e minha paixão pela Geografia.

Deixe um recado para os alunos de 2010, alguma dica ou sugestão, algo que tenha sido útil para você e que pode ajudar essa turma que está chegando agora.
Sabemos que estudar é um desafio que vale a muito pena. Espero que todos os alunos acreditem na possibilidade de ingressar na universidade pública e que consigam aproveitar tudo o que ela pode proporcionar. O CP me incentivou muito. Entendo, hoje, que a primeira conquista na luta para passar no vestibular é acreditar que é possível. A partir daí, é preciso aproveitar cada oportunidade para aprender com paciência e atenção. Um grande abraço a todos.

 

As informações contidas nas respostas do entrevistado não traduzem necessariamente a opinião do Vox.

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Redação: Leonardo Vinícius Jorge - Produção: Helena Lo Bello - Fábrica das Artes
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